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Começou no dia e de setembro e termina dia 13, o tradicional evento Monte Carlo Reinsurance Rendez-vous, em Mônaco. Os principais temas da 62º edição são os resseguros ligados a seguros (ILS), além das condições do mundo para a próxima grande temporada de renovações dos contratos de resseguros.

O mercado de resseguros está à beira de entrar em um período de renascimento impulsionado pela tecnologia e securitização, de acordo com altos executivos da corretora Willis Re.

A divisão de resseguros da Aon lançou uma nova equipe da Capital Advisory, liderada por Eric Paire, que reconhece a necessidade de oferecer otimização de capital para seus clientes.

Espera-se que a demanda de resseguro e ILS aumente, mas o preço é fundamental, encontramos em nossa primeira pesquisa de mercado global. A Reinsurance News e a Artemis se uniram para medir a temperatura do mercado global de resseguros no momento mais importante para a indústria.

Uma das tendências citadas pela Swiss Re é a queda de lucratividade do segmento de seguros de bens. O grupo divulgou no evento o seu mais recente estudo: “Profitability in non-life insurance: mind the gap” (Rentabilidade em seguro não vida: cuidado com o desnível), aborda a disparidade em lucratividade existente no setor de seguros não vida.

A análise mostra que as seguradoras nos principais mercados ocidentais e japonês precisam melhorar as margens de subscrição (lucro de subscrição como uma porcentagem de prêmios) em cerca de 5 a 9 pontos percentuais se quiserem gerar um retorno sobre o patrimônio (ROE) desejado de 10% no futuro.

A melhora econômica atual beneficiará a lucratividade futura através de taxas de juros mais altas e retornos de investimento, porém não será suficiente para resolver as diferenças de rentabilidade.
Ao mesmo tempo, espera-se que os mercados de trabalho mais restritos aumentem os salários e a inflação dos sinistros. Deste modo, as taxas de prêmio precisam aumentar mais do que as tendências dos sinistros de modo a obter uma melhoria sustentável em rentabilidade.

O setor global de seguros não vida está passando por uma fase vulnerável do ciclo de rentabilidade, refletindo condições de subscrição e desempenho de investimento fracos e alto nível de fundos de capital. O ROE do setor caiu para 6% no ano passado, de 7% em 2016 e aproximadamente 9% alcançados anualmente entre 2013 e 2015.

A temporada de catástrofes de 2017 pode ter acionado um ponto de inflexão as condições de subscrição continuam fracas em 2018, particularmente em seguros comerciais, mas parecem estar passando por um ponto de inflexão. Isto se deve às grandes perdas geradas pelos furacões em 2017, que prepararam o terreno para uma correção de preços. As taxas de prêmio de linha comercial começaram a subir no final de 2017.
“As perdas geradas por catástrofes em 2017 desencadearam uma alteração modesta na dinâmica do mercado”, afirma Edouard Schmid, diretor executivo de subscrição do Swiss Re Group. “No entanto, falta saber o quão forte e sustentável é o endurecimento do mercado. Os aumentos das taxas de contas e linhas comerciais de negócios não afetados pelas perdas causadas por catástrofes mantiveram-se abaixo das expectativas iniciais, por exemplo”.

Nas linhas particulares, já houve um fortalecimento moderado de taxa em vários mercados importantes há alguns anos. Apesar do modesto fortalecimento da taxa de prêmio, o sigma mostra que é necessário mais trabalho para melhorar o desempenho de subscrição caso os déficits atuais em rentabilidade precisem ser corrigidos.

As margens de subscrição precisam melhorar em torno de 5 a 9 pontos percentuais nos principais mercados ocidentais e japonês para gerar o ROE desejado de 10% aos investidores.

A evolução econômica por si só não resolverá a diferença de rentabilidade. As taxas de juros e os resultados de subscrição de seguradoras não vida estão inter-relacionados a longo prazo. No passado, durante períodos de taxas de juros mais altas, os retornos de investimento mais elevados eram compensados por perdas de subscrição maiores.

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Em contrapartida, no ciclo atual, os resultados de subscrição pioraram sem o benefício da compensação do aumento de rendimentos, uma vez que a lenta recuperação pós crise resultou em um cenário prolongado de taxas de juros baixas. O crescimento econômico subjacente melhorou fortemente em 2017 e espera-se que continue em 2018, aumentando a pressão sobre a inflação e as taxas de juros.

Os bancos centrais de vários países já estão retirando o estímulo monetário para evitar um superaquecimento. Isto indica uma mudança no ambiente operacional para seguradoras não vida.

“Sob as atuais condições econômicas mais fortes, esperamos que as taxas de juros nos mercados maduros continuem a subir moderadamente, o que deve apoiar o lucro das seguradoras através de retornos de investimentos mais altos”, declarou Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do Swiss Re Group.

No entanto, “a evolução macroeconômica por si só não resultará em melhorias sustentáveis na rentabilidade do setor não vida. A tendência de queda dos rendimentos de investimento diminuiu, mas, ao mesmo tempo, o aumento nas taxas de juros a longo prazo que nós prevemos não é substancial”.

Além disso, os mercados de trabalho mais apertados estão projetados a empurrar para cima a inflação geral e de sinistros, criando um efeito compensatório sobre a rentabilidade. A crescente inflação de sinistros terá o impacto adicional de supressão da adequação das provisões de sinistros e confirma ainda que, para conseguir uma melhoria sustentável na rentabilidade do setor, será necessário um aumento da taxa de prêmio de seguro que ultrapasse o aumento das tendências de sinistros.

Em sua análise do ciclo de rentabilidade, este sigma demonstra que, a longo prazo, as companhias de seguro apresentaram um nível de rentabilidade comparável com o de empresas de outros setores. De acordo com essas tendências de lucro, uma comparação de duas décadas do desempenho do mercado de ações das seguradoras não vida sugere uma valorização equivalente ou até mesmo acima da paridade.
Além disso, as ações de seguradoras demonstram uma baixa correlação de retornos de preços com outros setores da indústria e, consequentemente, oferecem um valor de oferta aos investidores sob a forma de vantagens em termos de diversificação.

As tendências subjacentes indicam que os ciclos de subscrição estão fortemente integrados em nível global e a todas as linhas de negócios. A análise no sigma identifica um padrão cíclico geral, como também algumas variações –fora de padrão devido às perdas causadas pelas catástrofes naturais e um grau de tendências de preços específicas de países e linhas de negócios. Consequentemente, os negócios não vida em diferentes linhas e países proporcionam vantagens de diversificação ao portfólio de subscrição de uma seguradora.

Outra constatação é que a duração média do ciclo parece ter aumentado desde o início dos anos 1980, quando os bancos centrais mudaram o foco de suas políticas para combater a inflação e grande parte da indústria de serviços financeiros ficou desregulada.

Investimentos em tecnologias favorecem a eficiência e segurabilidade. A pressão sobre os rendimentos não vida aumentou o interesse em inovação. Os investimentos das seguradoras em tecnologia levaram a ganhos de eficiência e margens comprimidas para o sistema de distribuição em linhas comoditizadas.

Em algumas linhas de negócios, a adoção da tecnologia também reduziu os custos de sinistros. As vantagens para a rentabilidade são inicialmente ofuscadas pelos ganhos sendo parcialmente repassados aos clientes através da competição e também pelo custo do investimento em tecnologia.

A longo prazo, os investimentos em dados e analítica avançada melhoram a eficiência, subscrição e segurabilidade de riscos complexos crescentes, seja através da melhoria em viabilidade, acesso ou melhor capacidade de subscrição de riscos novos e difíceis de quantificar.

FONTE: Sonho Seguro
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